FTT - Futebol de Todos os Tempos

ENTREVISTAS COM EX JOGADORES, TECNICOS, DIRETORES E PESSOAS LIGADAS AO FUTEBOL QUE CONTRIBUIRAM DE ALGUMA FORMA PARA QUE PUDESSEMOS CONHECERMOS UM POUCO MAIS DA HISTORIA DO FUTEBOL BRASILEIRO E MUNDIAL.

sábado, 17 de março de 2012

O Craque disse e eu anotei - FÉLIX

Entrevistar o Félix foi um grande orgulho pra mim, por se tratar do primeiro jogador da Seleção Brasileira de 1970 que tive a felicidade de realizar a matéria (coincidentemente a escalação do time começa com ele). Um depoimento sincero de alguém que sabe do seu valor, passando por muitos desafios, mas nunca desacreditou que venceria no futebol.

FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS: Félix, você sempre jogou como goleiro nos times profissionais. Quando criança também atuava nessa posição?
FÉLIX: Na várzea tem aquele negócio do 1° e 2° Quadro. No 2° jogava como goleiro e no 1° era ponta-direita e centroavante, sendo inclusive artilheiro do time.

FTT: Quando decidiu então que a sua posição era no gol?
FÉLIX: Quem me descobriu dizia que eu não tinha medo, me atirava no chão, aquele negócio de jogar na rua, sem receio de me jogar nas calçadas de paralelepípedo. Então acabei adquirindo aquele gosto de jogar no gol, que apesar de ser a posição mais ingrata no futebol, considero como a mais bonita.

FTT: Fale do seu início no Juventus da Mooca, indo posteriormente para a Portuguesa de Desportos.
FÉLIX: Meu início mesmo foi nas divisões de base do Juventus. Nasci e fui criado no bairro da Mooca. Saí do clube com 16 anos de idade, indo pra Máquina de Piratininga disputar o Campeonato Amador e com 17 anos fui pra Portuguesa de Desportos assinar como profissional. A Portuguesa, na época, não tinha nem campo, então pra mim foi uma felicidade ir pra lá ainda menor de idade, pedindo autorização ao meu pai.
Em 1957 fui emprestado ao Nacional da Comendador de Souza, porque a Lusa tinha contratado dois grandes goleiros, que eram o Chamorro e o Carlos Alberto Martins Cavalheiro. Então tive que sair pra poder pegar um pouco de experiência, ficando lá por três meses .

FTT: Vamos falar então da sua fase na Portuguesa. Na época, como você bem disse, havia goleiros como o Carlos Alberto e o Chamorro, sendo que um pouco antes também tinha jogado o Cabeção.
FÉLIX: Eu fui emprestado principalmente por causa do Cabeção, pois era um goleiro de Seleção. Os dois goleiros do Corinthians era ele e o Gilmar, que depois foi para o Santos. Não podia ser titular com o Cabeção na minha reserva. O capitão Maurício Cardoso disse que não podia me manter como titular, já que ganhava 5 mil e o Cabeção 22, praticamente o triplo. Não podia ficar no banco de um garoto de 18 anos. No Nacional foram três meses que valeram por um ano, pois fui bastante feliz. Retornei à Portuguesa, peguei a titularidade em 1960 com o técnico Nena e nunca mais larguei, tendo depois que revezar com o falecido Orlando, que veio do São Cristóvão, na época do treinador Wilson Francisco Alves.

Goleiros da Portuguesa - Félix, Reis, Cabeção e Lindolfo


FTT: Na Portuguesa você jogou ao lado de grandes jogadores como Ivair, Lorico e tantos outros, sendo convocado pela primeira vez à Seleção Brasileira em 1965, numa vitória de 5 a 3 contra a Hungria. Qual é a sua lembrança desta partida?
FÉLIX: Muito boa, por ter sido a minha primeira partida na Seleção Brasileira. Já tinha sido convocado pra Seleção Paulista no Campeonato Brasileiro, parece que ganhamos do Paraná e fomos desclassificados pela Seleção de Minas. No time do Brasil eu era o único jogador da Portuguesa (junto com Edílson e Nair). Ser lembrado e jogar contra o time da Hungria, que era um dos melhores do mundo, foi algo muito gratificante.

FTT: Lembrarei-me de um fato interessante, numa partida que a Portuguesa enfrentou a Seleção de Boston, vitória por 12 a 1, que você, por sinal, marcou um gol jogando na linha. Lembra como foi o lance?
FÉLIX: Todo o mundo já tinha sido substituído. Foi num torneio de uma feira em Nova York. Isso fez com que se abrisse o caminho para que outros times disputassem essa competição, como o Santos.
No dia que estávamos jogando contra o time, parece que o treinador Aymoré Moreira, que substituiu à todo o mundo, quando só faltava o goleiro Orlando. Falei para que tirasse o atacante e pusesse o Orlando no gol no meu lugar. Teve um ataque da Portuguesa e marquei com o pé. Dizem que fui um dos pioneiros como goleiro a fazer um gol, o que é diferente em relação ao Rogério Ceni, que faz de falta.
Félix e Ditão contra Pelé

FTT: Ainda na Portuguesa é convocado novamente à Seleção Brasileira em 1967 pra disputar a Copa Rio Branco, que além do Uruguai, teve também participação do Chile. Sei que nessa ocasião jogaram os gaúchos Everaldo e Sadi. Tinha também a zaga do São Paulo, com Jurandir e Roberto Dias. Do lado cruzeirense havia Piazza, Dirceu Lopes, Tostão e Natal. E do Bangu jogou o Paulo Borges. Enfim, um time mesclado com jogadores do Rio Grande do Sul, Cruzeiro e São Paulo. Comente sobre a sua primeira conquista na Seleção.
FÉLIX: Fui Bicampeão da Copa Rio Branco como você lembrou bem. Antecipando, também ganhamos a Copa Rocca de 1971. Essa Rio Branco foi muito boa, jogamos em Montevidéu, capital do Uruguai, jogamos com 0 graus, em baixo de chuva, conseguimos uma vitória que começou a marcar a minha vida como goleiro da Seleção Brasileira.


                                       FÉLIX VAI PARA O FLUMINENSE

FTT: Chegando ao Fluminense, em 1968, já foi ganhando alguns títulos, como a Taça Guanabara e o Campeonato Carioca de 69, além da Taça de Prata de 70 que hoje é considerada como Campeonato Brasileiro.
FÉLIX: Em 1969 ganhei o meu primeiro título como profissional de um clube. Na Portuguesa havia vencido o Campeonato Aspirante de 1957. Na minha estréia no Fluminense fui considerado o melhor jogador em campo pelo jornal do Rio, dizendo que dei uma lição de regra como um goleiro deve se comportar. O meu primeiro título foi inesquecível.
Depois tive que me acostumar a vencer, pois teve 69, em 70 ganhei um Campeonato Mundial e uma Taça de Prata e ainda ganhando os Cariocas de 71, 73 e 75/76. Não existia mais nada pra ganhar. Foi uma época vitoriosa.

FTT: Falando em vitórias, não tem como não citar a Seleção Tricampeã do Mundo de 1970, que para muitos é considerada a maior do Brasil de todos os tempos, o que não sei se é do seu acordo. Grandes partidas, mas existem duas que tinham te marcado mais, como contra a Inglaterra que teve aquele lance que o Francis Lee dividiu uma bola contigo após uma grande defesa e não sei se involuntariamente ou não, acertou o seu rosto. E uma outra grande defesa contra o Uruguai.
FÉLIX:Como você bem lembrou, a Seleção Brasileira não foi considerada a melhor pelo público brasileiro, mas pelos europeus, citada como a Seleção do Século, estou falando isso com convicção, mostrando o valor que temos mais fora do Brasil do que aqui dentro. Digo isso porque sei como somos muito esquecidos por essa conquista, não é comemorada, enquanto que na Europa até o Vice-Campeonato eles comemoram, sendo que aqui vice não existe. Tem que ser campeão e pra festejar você tem que brigar.
Contra a Inglaterra considero que foi o melhor jogo que fiz na Copa do Mundo. Houve uma bola cruzada, o Francis Lee cabeceou, acompanhei o lance, fiz a defesa, a bola escapou da minha mão, bati e abafei, o Lee deitado me deu um chute no rosto e fui à nocaute. Quando você vê o lance percebe que estou no chão tremendo, como se tivesse sido nocauteado mesmo. Pra minha felicidade continuei jogando, indo até o fim, mostrando que tinha condições de ser titular e jogar na equipe do Brasil.
Você citou outro lance, que foi contra o Uruguai. Eu tinha falhado no gol do Cubilla, quicando a bola no morrinho, indo pra dentro e na hora de virar torci o pé. Esse mesmo jogador recebeu um cruzamento fatal aos 7 minutos, puxou o Everaldo pra fora, a bola ia pro ângulo, tive a felicidade de voar, já que o meu apelido na época era Papel por ser magro, peguei a bola e quando cheguei ao chão, batendo ela, acabou escapando, com o Everaldo metendo-a pra frente e fizemos o terceiro gol, os 3 a 1, não os deixando empatar e liquidando o jogo. A equipe do Uruguai vinha com aquela história de vingar 1950, o que não existia, pois havia sido Bicampeão da Copa Rio Branco em cima deles. Futebol é momento.


FTT: Falamos das suas grandes defesas contra a Inglaterra e o Uruguai, mas não podemos deixar de comentar da grande final com a Itália, o momento de maior alegria para os jogadores que foi o Tricampeonato. O que significou essa decisão?
FÉLIX: Tivemos uma reunião na véspera do jogo. O Parreira e o Rogério (que havia sido cortado), como espiões, assistiam as partidas anteriores à nossa. Viram um jogo da Itália, observaram a maneira como os italianos jogavam, marcação homem a homem, sendo que com isso praticamente estávamos tranquilos. Não que achávamos que já ganhamos na véspera, pois inclusive saímos dessa reunião ao ponto do Clodoaldo, um dos mais novos, virando pra mim perguntando como vai ser. Falei pro Corró que para nós que saímos do Brasil, as pessoas desacreditavam que passássemos das oitavas, mas agora vamos disputar um título, portanto hoje somos vices.
O pessoal do Botafogo, que era o Zagallo, Chirol, Paulo Cesar Caju e Jairzinho era supersticioso. Botei um par de luvas na minha mão no dia do jogo contra a Itália, pois não as usava por nunca ter gostado, sendo que eles queriam me arrancar na marra por jamais ter usado. Disse que iria jogar, pra mostrar (principalmente ao João Saldanha) que sei jogar com luvas, já que antes havia sido cortado por isso. Logo aos 7 minutos fiz uma defesa muito boa de um chute de fora da área, botando a bola pra escanteio, com a tranquilidade se abatendo a mim e à todos os jogadores da defesa, sabendo que podiam confiar em mim. Tivemos muita felicidade, foi uma grande partida com excelente exibição e o Brasil vencendo pelo histórico placar de 4 a 1, a mesma contagem quando iniciamos a Copa do Mundo contra a Tchecoslováquia, ou seja, uma goleada no primeiro e último jogo.

FTT: Depois disso continuou a carreira no Fluminense, ganhando os títulos cariocas de 71, 73 e também o de 75, o do início da Máquina. Lembrarei um detalhe de uma defesa histórica que você fez pouco antes da decisão da Taça Guanabara de 1975, com o botafoguense Nilson Dias dominou a bola na entrada da área na meia-lua e de costas executou a famosa bicicleta com você pegando a bola no alto e no meio do gol, encaixando ela diante 110 mil pessoas. Fale sobre essa defesa e também sobre esse Fluminense da Máquina.
FÉLIX: Eu quase fui espirrado da Máquina, pois vinha de uma contusão e o presidente Francisco Horta achava que devia parar. Disse ao Horta que iria me recuperar e voltaria a jogar. Fiz tratamento e voltei pra assinar um contrato de seis meses. Quando acabou o contrato, o presidente me procurou e disse que eu tinha razão, renovando por mais seis meses.
Tive essa felicidade que você falou, com o Nilson dando essa bicicleta, fiz a defesa, segurei e já saí jogando. Na rapidez do lance acabamos fazendo o gol.
Praticamente foram dois títulos em cima do Botafogo. Em 71 fiz uma defesa contra o Paulo Cesar Caju, um dos maiores batedores de falta que conheci depois do Roberto Dias. Ele bateu uma falta, fiz a defesa, me questionando como consegui pegar e eu disse que ele havia treinado comigo na Seleção Brasileira em 1969/70, quando expliquei como goleiro tomava gol, chutar no canto dele quando monta a barreira e sai correndo. Nesse mesmo campeonato o Botafogo estava 6 pontos na frente do Fluminense, com o Caju fazendo dois gols de falta no Andrada, um grande goleiro argentino do Vasco. Chegaram à final com 1 ponto de diferença na frente de nós. Depois de explicar tudo isso pra ele, queria fazer um gol de falta em mim? De jeito nenhum (risos!). Tive a felicidade de defender o chute dele, botei pra escanteio e na cobrança dele soquei a bola que caiu no pé do Oliveira, que foi levando-a até a área do Botafogo, quando foi feito o gol. Ninguém fez falta no goleiro Ubirajara, mas ela foi feita em cima do Brito com o Flávio segurando-o e não o deixando subir, com a bola sobrando para o Lula que fez 1 a 0. Estão chorando até hoje dizendo que o Marco Antônio fez falta no Ubirajara, o que não aconteceu. Conseguimos o título e eu me saí mais uma vez vitorioso, graças a Deus.
Fluminense campeão brasileiro em 1970 - Oliveira, Félix, Denílson, Galhardo, Assis e Marco Antônio; agachados - Cafuringa, Didi, Mickey, Samarone e Lula

FTT: Qual foi o motivo de você ter encerrado a carreira?
FÉLIX: O motivo foi a idade. Depois do episódio que contei do Horta, achando que eu estava aleijado para o futebol, pois havia levado uma pisada no músculo da coxa, houve esmagamento e sofri fazendo infiltração até voltar a jogar. Enquanto isso estava jogando Showbol, que o gol naquela época era duas vezes maior que o do campo, então você vai pegando esse ritmo, então quando voltei a jogar, eu passava das traves, portanto foi muito bom pra mim. Parei com 39 anos de idade, não dava mais pra mim e estava muito cansado (risos!).

FTT: Depois de encerrada a carreira, teve uma rápida passagem como técnico do Avaí em 1982.
FÉLIX: Antes do Avaí houve outros dois times. Fui campeão da 2ª Divisão pelo Madureira, entrando assim na 1ª. De lá fui para o Botafogo do Rio como auxiliar técnico do Jorge Vieira, sendo que quando ele saiu, acabei assumindo interinamente, tendo a felicidade em 1982 de ganhar da Seleção do Chile nos preparativos da Copa do Mundo, numa série invicta. Quando tentei assinar um contrato definitivo com a diretoria botafoguense, achava que não pagariam o que eu estava pedindo. Só que quando fui fazer as minhas contas, acertaram o meu contrato, deram mais do que pedi e mostrei pra eles. Fui para o Avaí, que cobriu a oferta feita pelo Botafogo e perdi o título em Santa Catarina na final contra o Joinvile, mas foi uma aberração, porque era a Portuguesa em São Paulo e o Avaí lá, meteram a mão e perdi o título na decisão.

Félix atualmente


FTT: Como última pergunta, digo que falamos de muitas alegrias, mas, como você bem sabe, houve muitas cobranças ao longo da sua carreira. Quando você começou no Juventus da Mooca, o goleiro era o Oberdan Cattani. Na Portuguesa tinha o Cabeção. No Fluminense anos antes houve o Castilho. E na Seleção Brasileira antes havia jogado o consagrado Gilmar dos Santos Neves. Em cima desses nomes que citei, teve muita cobrança dos torcedores e da imprensa para que você fosse tão bom como eles?
FÉLIX: Você citou o caso do Oberdan Cattani. Eu tinha 16 anos com o Oberdan em final de carreira, um grande nome da história do Palmeiras. Para minha felicidade, sentava no banco com um goleiro como ele jogando, algo muito grande pra mim. Aconteceu que os goleiros do Juventus estavam todos machucados.
Fui para a Portuguesa com 17 anos, encontrando Cabeção, depois veio o Chamorro e o Carlos Alberto. A paciência que tive pra aguentar a tudo isso e mostrar que era bom, o que aconteceu a partir de 1960, tornando-se titular até 68.
Na Seleção Brasileira foi igual, começando a galgar devagar na partida contra a Hungria, vindo depois a Copa Rio Branco e a Rocca. Quando houve as Eliminatórias em 1969, eu era uma das feras do Saldanha, conseguindo classificar a Seleção do Brasil para o Mundial no ano seguinte, jogando como titular em todas as partidas. Não sei por que cargas d’águas quando veio a lista para a Copa do Mundo de 1970, ele me cortou, sendo que a desculpa dele para os jornalistas é que eu era magro, não aguentava o choque com os gringos e que não sabia jogar com luvas. Um dos motivos que me fez usar luvas na final contra a Itália foi esse. Quando ele caiu e o Zagallo me convocou, escreveu na véspera do jogo com a Inglaterra a mesma coisa na Coluna do Brasil e do jornal do México, com a Seleção tendo que trocar o goleiro porque era magro, a mesma desculpa que havia dado quando me cortou. No dia seguinte da partida contra a Inglaterra, os jornalistas ingleses diziam que foram enganados pelos do Brasil, porque não era nada daquilo, pois o goleiro era magro, mas sabia sair do gol, dava soco quando queria, pegava quando podia, então fui considerado um dos melhores do mundo nessa partida. Saí daqui desacreditado, com eles dizendo que o Brasil tinha time, mas não tinha goleiro e felizmente tive que mostrar à cada jogo que eu era o melhor da época.
Quando fui para o Fluminense, o Castilho já havia parado, sendo que inclusive era treinador em Manaus. Já peguei o Jorge Vitório e o Márcio como goleiros. Como fui contratado as pressas na quinta-feira para estrear no domingo, tive a felicidade de ser considerado o melhor em campo. Minha persistência tanto na Portuguesa como em qualquer outro lugar foi insistir no que sabia fazer, que era agarrar no gol.

Mauricio Sabará e Félix


FTT: Félix Mielli Venerando, foi uma honra ter feito essa matéria contigo, entrevistar o goleiro Tricampeão do Mundo de 1970, além de ter sido um histórico arqueiro da Portuguesa, grande também no Fluminense que teve tantos outros bons na sua história, um depoimento verdadeiro de alguém que tem história no futebol brasileiro e mundial.
FÉLIX: Agora você também espera, que eu também vou cobrar por essa entrevista. Pra vocês que querem um carrinho, apareça na Avenida Professor Luís Inácio Anhaia Mello número 4607, que estou aqui para atendê-los. Essa camisa do jogo contra a Itália ainda tenho até hoje, portanto se você é colecionador já fica o lance de 70 e se passar disso pode vir conversar comigo que posso vendê-la pra você. Um abraço, obrigado à vocês e tudo de bom.


ENTREVISTA: Maurício Sabará Markiewicz.
FOTOS: Estela Mendes Ribeiro.

14 comentários:

  1. Excelentes a entrevista e as fotos! Obrigado pelo excelente trabalho!

    Abraços,
    PC
    Jornalheiros

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  2. Meu primeiro ídolo como goleiro, um dos melhores de todos os tempos.
    Era impossível o Flu e a seleção sem Félix no gol, mas até hoje existem imbecis que acham que ele era frangueiro, por pura dor de cotovelo.
    Que os imbecis continuem a pensar assim, a História diz ao contrário e joga a favor de Félix:-)

    Abraço e excelente entrevista.

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  3. Félix foi um grande goleiro. Muitos comentam da defesa do Banks no jogo contra a Inglaterra e realmente foi maravilhosa. Porem neste mesma partida Feélix salvou o Brasil em uma defesa cara a cara. Félix foi campeão varias vezes com o Fluminense e escreveu brilhantemente seu nome na historia do futebol brasileiro. Parabens Félix! Parabens Mauricio por nos proporcionar esta bela entrevista!

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  4. Uma grande honra entrevistar um jogador do Brasil Tricampeão do Mundo de 1970.

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  5. Parabéns Bruno, imagino a honrA que foi para vc entrevistar um campeão do mundo.

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  6. Como sempre, excelente! Escrever elogios à essa e tantas outras entrevistas do blog, é chover no molhado.

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  7. Como já era de se imaginar esta foi mais uma excelente entrevista.Felix fez história, podemos constatar que ele foi muito vitorioso, a oposição se deu mal nessa.Não tem como contestar!

    Maravilha Maurício!Parabéns!

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  8. Parabéns, Maurício!
    Ao Félix, o nosso reconhecimento!

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  9. Maurício...imagino sua emoção ao entrevistar o goleiro Felix.
    Foi de FATO A Seleção do Século...Só não concordo com o Félix quando diz que são esquecidos...
    Enquanto existirem pessoas que viram esta seleção jogar, e enquanto existirem pessoas que gostam e se interessam pela história do Futebol do Brasil e do Mundo...esta seleção jamais será esquecida...ela é IMORTAL no mundo do Futebol...

    Grata Maurício por esta entrevista que me fez recordar os jogos do Brasil na Copa de 1970...e mais uma vez Parabéns...

    Maria Amador...

    Parabéns Goleiro Féliz Tri-Campeão Brasileiro, Jamais vocês serão esquecidos...

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Mauricio

    Parabéns pela entrevista, foi otima e e´um apena ele quer vender a camisa da seleçao Brasileira, que ele ganhou como tri campeão em 1970.

    Artur Cabreira Gomes

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  12. Olá, boa noite!

    Parabéns pela entrevista e pelo grande trabalho que você realiza através do Blog!

    Abraços,
    Rogério S. Gomes

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  13. Félix que nasceu e se criou no bairro da Mooca em São Paulo, faleceu aos 74 anos de idade, após ficar internado no Hospital Vitória-SP, sofria de Enfisema Pulmonar e não suportou várias paradas cardio-respiratórias...
    Fica a homenagem de todos os Mooquenses ao seu filho ilustre!
    Sérginho Caffé

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